Assistimos ao filme ‘Êxodo: Deuses e Reis’

Pra quem esperava um roteiro fiel à Bíblia, o filme ‘Êxodo: Deuses e Reis’; dirigido por Ridley Scott (de Gladiador); provavelmente não tenha agradado.

Como já era de se esperar, o filme deixa escapar e deturpa alguns detalhes descritos pela Bíblia. Só não supera Noé; que comparando as duas produções, ganha disparado no quesito desconformidade bíblica. Por outra lado, Êxodo não chega a alcançar nem de longe o romantismo usado para contar a mesma estória em O príncipe do Egito. Entretanto, é válido lembrar que Êxodo é uma mega-produção hollywoodiana e não especificamente cristã. Esperar que uma adaptação da indústria cinematográfica norte-americana siga uma linha puramente bíblica é ignorar esse “por menor”.

Os efeitos especiais, as cenas panorâmicas do Egito e do Mar Vermelho,  entre outras, são, para quem ama uma estória épica, sair satisfeito da sala de cinema. O filme tem quase três horas de duração e um cenário rico em detalhes.

Depois de 400 anos de escravidão no Egito, os hebreus não tinham esquecido sua pátria… ou de seu Deus. E Deus não se esqueceu deles.

Êxodo: Deuses e Reis

Como muitos de vocês ainda não assistiram, quero me ater a dois pontos. Um positivo e outro que não me agradou tanto.

Gostei da forma humanizada que foi retratado Moisés (Christian Bale). Quando lemos a Bíblia temos o costume de fazer uma interpretação literal, o que nos leva, algumas vezes, a construir imagens errôneas dos personagens bíblicos como se eles fossem de outro mundo. No filme, Moisés sofre dos mesmos problemas comum a qualquer outro homem. Dúvida, medo, raiva, orgulho; todos são sentimentos próprios do personagem.

Um belo exemplo disso é quando Moisés começa a formar um exército hebreu para guerrear contra os egípcios, mas Deus lhe interrompe dizendo que não era para guerrear, mas que Ele (Deus) iria fazer com que o faraó libertasse o povo através do envio das pragas. Moisés, se revolta. Esse diálogo não está na Bíblia, mas mostra  um Moisés orgulhoso e que, como mutos de nós, quer fazer através da nossa própria força.

O ponto ruim foi a personificação de Deus em um menino. Não só por isso, mas por muitas das vezes esse menino parecer um criança mimada querendo se vingar. Nesse ponto, acho que me agradaria a versão mais puritana e romântica de O Príncipe do Egito. Uma voz over e ponto final.

Se vale a pena? Vale, com certeza! Seja para entretenimento de quem nunca ouviu falar em Moisés ou para os cristãos mais linha dura, Êxodo: Deuses e Reis agrada por sua qualidade inerente das megas-produções. Seguir perfeitamente ou não o roteiro bíblico é algo que não podemos esperar de filmes hollywoodianos e de uma adaptação. É assim também em adaptações de outros livros famosos. Ou não?

Assista e lembre-se de comentar o que achou do filme aqui!