O fenômeno ‘God’s not dead’

Tin-tac tin-tac! É o alerta sonoro de nova mensagem soando em meu celular. O toque é feio mesmo, eu sei. Vou trocá-lo assim que possível. O mais importante, agora, é falar sobre o conteúdo da mensagem. De um número desconhecido, dizia: GOD’S NOT DEAD! “Oras, por que um desconhecido me enviaria uma mensagem dessas? ”

Eu já tinha escutado algo sobre o filme; boas palavras até, mas sinceramente não o tinha assistido. Hoje, quando cheguei ao final do filme, entendi o porquê daquela mensagem. Há uma convocação para que espectador envie a frase ‘GOD’S NOT DEAD’ para todos os contatos do celular. Devo dizer que o cara que teve esse ideia merece minhas palmas! Sacada genial!

A estória de um jovem cristão que se vê no desafio de debater, em sala de aula, com um professor ateu (ou antiteísta) é um tanto instigante por seu cunho realista. Quem nunca se deparou com esse tipo de professor na universidade? Eu mesmo tenho professores e amigos, que apesar de não entrarem em conflito, são ateus ditos.

Entretanto, mais do que o embate teístas versus ateístas, o enredo do filme nos traz variadas estórias. Entre outras, dois personagens que quero me atentar. Martin Yip (Paul Kwo) e Ayisha (Haddel Sittu) nos faz lembrar de regiões onde ser cristão é caso de morte.

Quando Martin Yip vai registrar sua matrícula, a atendente, ao ver os dados dele, pergunta ‘o que significa R.P.C.?’. Martin responde: República Popular da China. A China é terceiro maior país do mundo e tem cerca de 1,4 bilhões de habitantes. Um país comunista, mas de economia liberal. Para muitos especialistas, a futura primeira potência econômica mundial.

No campo religioso, o país diz que todo cidadão goza de liberdade de crença religiosa, porém a experiências prática é de uma liberdade bem controlada. Não pode haver reuniões fora dos templos registrados e tampouco manifestações em espaços públicos.

As punições vão de multas e confisco de Bíblias à destruição de templos. Pastores, evangelistas, são detidos e passam por interrogatórios, chegam ser presos e torturados, por supostamente apresentarem  um perigo ao regime.  Segundo o Portas Abertas, mais da metade (50,3%) dos chineses são adeptos ao ateísmo; o cristianismo atende apenas 11% da população. Saiba mais em Portas Abertas.

Depois de conhecer esse contexto dá para compreender a reação do pai de Martin ao saber do tema do embate entre o professor Radisson e Josh. Mais ainda, a curiosidade de Martin de conhecer mais sobre Deus e sua posterior conversão.

A outra personagem que me atentei, Ayisha, é filha de um pai muçulmano (segue a fé islâmica) rígido, e esconde dele sua conversão. O islamismo é a crença tradicional de regiões do Oriente Médio e África (principalmente o norte e leste africano). Nessa regiões estão os países onde há mais perseguição religiosa, basta lembrarmos da Síria, Iraque , Somália entre outras dezenas de países. Muitos vivem em constantes guerras e dominados por facções extremistas que não poupam até mesmo a vida daqueles que se dizem seguidores do islamismo.

Você pode ver no mapa elaborado pele Porta Abertas a indicação de alguns desses países. Acesse aqui.

Por esse motivo, além do conflito principal, o filme ‘GOD’S NOT DEAD’ se torna uma excelente opção. É importante salientar que devemos tomar cuidado, sempre, com as influências midiáticas. Como disse, tenho professores e amigos de universidade que se dizem ateus; mesmo assim, é possível um diálogo e relação sadia com eles, “pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” – Efésios 6:12

Deus é bom todo tempo e todo tempo, Deus é bom!

Trailer:

E sobre a banda e a música do show no final do filme? Olha o vídeo dos caras ai.

Laia mais: O Estado Islâmico e os Cristãos do Iraque e Os Cristãos e a Guerra Civil da Síria

 

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